19 de mar. de 2010

Mais de 10% dos usuários do ChatRoulette são pervertidos, diz pesquisa

O ChatRoulette, nova mania da internet que coloca o usuário para conversar com desconhecidos randomicamente, tem público predominantemente masculino, e um dado que é, no mínimo, curioso: 13% dos usuários são pervertidos. Os dados foram divulgados pela empresa de estatísticas RJ Metrics na terça-feira (16). "Não é surpresa que o ChatRoulette seja o último queridinho da mídia. Ele tem todos os elementos de uma boa história: tecnologia, mistério, celebridades e sexo", diz um texto assinado pelo executivo-chefe da companhia, Robert J. Moore, e publicado no site Techcrunch. O texto menciona um tipo específico de usuário, que é "carinhosamente chamado de pervertido" --com uma de três características (ou as três juntas): "parece não estar usando nenhuma roupa nenhuma, está exibindo nudez explícita ou aparenta cometer um ato lascivo". A parcela total de usuários que preenchem essas características é 13% --por volta de uma entre oito sessões de chat no site. Dos pervertidos identificados, apenas 8% eram mulheres --quando visto pelo número das usuárias globais do ChatRoulette, o número de pervertidas significa apenas 1%. Os britânicos são os mais pervertidos, diz a pesquisa: os países do Reino Unido concentram 22% dos usuários. Turquia, França e Alemanha vêm empatados em segundo lugar, com 15%. Os EUA detêm apenas 10%. Os dados foram compilados a partir de 2.883 conversas via Chat Roulette. Por volta de metade das conversas provém dos Estados Unidos. O país com segundo maior número de usuários é a França, com 15%. Dentre o total de conversas, 8% mostraram várias pessoas por trás da câmera. Entre as conversas mostrando uma única pessoa, 72% eram do sexo masculino e 9% eram do sexo feminino --a proporção indica que é mais provável encontrar uma webcam sem ninguém (11%) do que com uma mulher, segundo os dados. Além disso, há duas vezes mais chance de encontrar sinais pedindo nudez feminina do que encontrar, efetivamente, nudez de mulheres. Folha online