19 de jun. de 2010

iOS 4 x Android 2.2: quem se dá melhor no ambiente corporativo

O lançamento dos sistemas operacionais iOS 4, responsável por manter o iPhone 4 rodando, e do Android 2.2, disponível em diversos aparelhos, inaugura um novo capítulo da história dos smartphones mais queridos do mercado.

Os dois sistemas contam com uma infinidade de extensões para a diversão e a informação dos usuários, o que desperta uma pergunta: quando o assunto é aplicação corporativa, qual dos dois traz mais vantagens?

Possivelmente, quando se trata de uso para negócios, nem um nem o outro seja a escolha ideal, perfeita.

Com vários corpos de vantagem sobre a dupla Android 2.2 & iOS 4, a RIM (leia-se BlackBerry) e o Windows Mobile  lideram a corrida. O Windows Mobile deverá ser rebatizado de Windows Phone 7 (assim que a nova versão ganhar as ruas) e possui boas opções de integração com aplicativos corporativos.

De qualquer maneira, o iPhone e as diversas implementações da plataforma Android são os melhores smartphones disponíveis até o momento atual. Isso deveria estimular profissionais de negócios e administradores de TI a avaliar qual solução responde melhor às necessidades da corporação.
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iOS 4: sistema se aproxima cada vez mais de ser uma solução corporativa robusta

1:: Para profissionais
Email - O iOS 4 apresenta o recurso de aglutinar várias caixas de entrada em uma única conta. O Android não conta com essa facilidade.

Em contrapartida, usuários corporativos que mantém contas em servidores Microsoft Exchange ou ActiveSync contam com os recursos necessários para receber o fluxo de e-mails em smartphones operados com os sistemas IOS4 ou Android.

Ao configurar uma conta destino alternativa para receber as mensagens oriundas de outro perfil Exchange, o volume de mensagens será automaticamente encaminhado para a conta adicionada. Ponto para o iOS 4.

Aplicativos - Na Apple App Store há perto de 200 mil opções para download, praticamente quatro vezes mais que todos os aplicativos disponíveis para o sistema Android.

A importância dessa vantagem quantitativa é discutível. Apesar de haver muito mais opções para o iPhone, 50 mil programas já representam um volume desnecessariamente alto. Selecionados os aplicativos com alguma utilidade corporativa, esse volume cai para próximo de 200. Logo, certamente haverá uma alternativa em cada plataforma para atender a gregos e a troianos. Empate.

Flash - A Apple eliminou a opção de exibição dos elementos Flash no iOS 4.

Como resultado, haverá uma infinidade de conteúdo, principalmente de vídeo e aqueles que oferecem interatividade em algum nível, inacessível para proprietários do iPhone.

Dona da lingugem, a Adobe anunciou um acordo com a empresa Greystripe para conversão do conteúdo Flash circulante para o formato HTML5, compatível com o iPhone e com o iPad. Resta saber em que ritmo ocorrerá a conversão de um volume incalculável em Flash já existente e o despejado na rede a cada minuto, e se isso vai dar conta da restrição de Steve Jobs.

O Android interpreta e renderiza arquivos .swf (Flash) sem qualquer problema; a versão 10.2 beta do Adobe Flash Player para Android 2.2 já está na Internet. Ponto para o Android 2.2.

Compartilhamento WiFi - Tethering, como é chamado o acesso de outros dispositivos à internet, passando pelo compartilhamento da conexão via IOS4 não sai de graça. A AT&T cobra 20 dólares mensais para oferecer esse recurso, e o acesso à Internet com o iPad usando a conexão do iPhone não deverá ser possível.

O Android 2.2 oferece até oito portas para conexão de dispositivos à rede WiFi. O impacto da utilização desse recurso na conta do usuário varia de operadora para operadora. Ponto para o Android 2.2.

2::Para administradores de TI
Distribuição e uniformidade - Atualizar o sistema operacional de iPhones de gerações anteriores (3G, 3GS e iPod Touch) para a versão 4 não tem custo.

Quando o iPhone4 for para as vitrines, já deverá estar equipado com a versão mais recente do sistema. A Apple decidiu adotar apenas uma plataforma de hardware e de software para toda a linha de produtos, o que aumenta as chances de interoperabilidade entre dispositivos portáteis da logomarca da maçã.

A linha de sistemas Android possui vários fragmentos e versões distintas. Confirmada está a inclusão da versão 2.2 no Nexus One (a marca de smartphone da Google). Mesmo com promessas de disponibilizar a atualização do sistema para outros aparelhos, só resta aguardar e ver se a opção de instalar o Android 2.2 em smartphones baseados nesse SO vai virar realidade; possivelmente, não. Ponto para o iOS 4.

Diversidade - A distribuição do IOS4 e do iPhone é prerrogativa exclusiva da operadora AT&T. A disponibilidade também é atrelada a um formato único de aparelho. As variações mínimas de layout perceptíveis entre as versões 3G, 3GS do iPhone, e o modelo ainda por estrear, 4, baseiam-se, para todos os efeitos, em um único padrão de hardware.

Organizações que tem contratos firmados com outras operadoras, tais como T-Mobile, Sprint e Verizon, podem apagar o iPhone de seus planos; o mesmo vale para empresas que optem por teclados externos ou outras configurações de hardware. No caso dessas companhias, a saída será o Android 2.2. Ponto para o Android 2.2.

Painel de controle - O iPhone se afasta da percepção generalizada de ser um brinquedo divertido e se aproxima cada vez mais de uma solução corporativa robusta, com segurança aprimorada constantemente. Junto com as melhorias vêm opções de controle com itens que vão agradar aos administradores de TI quando o assunto for definir o posicionamento, a forma de gerenciar e o monitoramento dos aparelhos pertencentes a empresa.

Para domar as habilidades do Android, existe uma variedade razoável de ferramentas (desenvolvidas por terceiros). Em termos gerais, o sistema ainda engatinha quando o assunto é integração com ferramentas de controle corporativas. Ponto para o iOS 4.

Súmula No placar final cada sistema marcou 3 pontos (ver tabela abaixo), e houve empate em um quesito (aplicativos). No final das contas, tentar estabelecer qual sistema é o “melhor” ou até mesmo “mais adequado” fica a cargo de conceitos subjetivos e de preferência pessoal. Conforme explicado, a opção das empresas por uma ou outra operadora depende do que é oferecido pelas prestadoras de sinal.

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Ao definir qual sistema vão adotar nas empresas, caberá aos administradores de TI e profissionais de negócios relevar tudo que foi mencionado, ao passo que as características abordadas fazem parte de um conjunto formado por "n" fatores.

A qualidade do sinal de determinada operadora, na região de atuação da companhia, disponibilidade de sinal nas situações de deslocamento são relevantes. Mas há ainda a adequação das soluções às normas de segurança, formatos de arquivos e mais uma miríade de outros aspectos a ser considerados na hora de definir quem é o “melhor” ou “mais adequado” para cada circunstância.

PC World/EUA