Os carros do serviço Google Street View, que mostra imagens detalhadas em 360º das cidades, vão voltar as ruas após ficarem estacionados por mais de um mês depois que a empresa anunciou que, por um suposto erro, os veículos coletavam dados confidenciais de internautas que usam conexão Wi-Fi sem a proteção de senhas – isso também aconteceu no Brasil.
De acordo com o Google, o software usado nos carros tinha um código, supostamente colocado ali por engano, que permitia obter as informações trocadas pelos usuários por meio da internet, mas negou ter usado esses dados em seus produtos. O problema atingiu apenas internautas que deixam sua conexão desprotegida.
Os veículos vão voltar a tirar fotos de cidades na Irlanda, Noruega, África do Sul e Suécia na semana que vem. A operação volta em outros países, incluindo no Brasil, depois. O Google está enfrentando processos em vários países em razão dessa captura de dados não autorizada. Em nota, a empresa diz que os carros "não vão mais coletar qualquer dado de Wi-Fi, mas vão continuar a registrar fotos em 3D, como acontecia antes".
– O equipamento que fazia a coleta de dados de Wi-Fi foi removido dos carros em todos os países.
Essa é mais uma polêmica envolvendo o Street View, que está disponível em cerca de 30 países, e a privacidade. Como as imagens são feitas em lugares abertos e públicos, a empresa já se envolveu em polêmicas sobre a garantia da privacidade das pessoas fotografadas.
Mesmo que o Google desfoque o rosto das pessoas e as placas dos veículos antes das imagens serem publicadas, a empresa já foi acusada de fotografar muitos moradores das cidades por onde passam seus carros em situações constrangedoras.
O serviço surgiu em 2007 como uma evolução do Google Maps, que permite a localizar países, cidades, ruas e lugares específicos com a vantagem de ter ainda imagens em três dimensões de cidades e principais pontos históricos do mundo. O Google usa veículos que carregam câmeras super potentes para registrar as imagens dos locais escolhidos pela companhia. Em alguns lugares de difícil acesso, o registro é feito pelo Trike, um triciclo equipado com câmera.
Do R7, com France Presse
